Rio Grande do Norte

Leitura

Cooperativa Cultural da UFRN lança campanha de financiamento para se manter

Em meio a pandemia, a livraria, umas das poucas resistentes em Natal (RN), corre risco de ter suas atividades encerradas

Brasil de Fato | Natal (RN) |
Campanha Cooperativa Cultural da UFRN - Divulgação

Vivemos na era da expansão fulminante dos livros digitais e redes sociais. Há pelo menos uma década, a leitura impressa tem sido condenada a morte por diversos profetas que realizam suas previsões no melhor estilo “roleta russa”. Rogam-se diversas profecias na expectativa de acertar aleatoriamente uma delas. O crescimento da leitura digital não deve ser visto como uma oposição aos livros físicos. Quanto mais opções de leitura, mais ar para respirar, mais longa será nossa caminhada, parafraseando o sociólogo e escritor francês Roland Barthes.

Há mais de quarentena anos, entre o caminho dos professores(as), estudantes e transeuntes que cruzam o Centro de Convivência da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, encontra-se a Cooperativa Cultural. O espaço proporciona inúmeros encontros para debates e reflexões sobre os mais variados temas.

Com a pandemia provocada pelo COVID-19, a Cooperativa Cultural da UFRN precisou fechar suas portas no dia 23 de março e viu seu faturamento zerar, colocando em risco o pagamento dos funcionários, fornecedores e a sua própria existência. Desde então, foram concedidas férias coletivas para os funcionários. Com o fluxo de caixa esgotado, a cooperativa tem condições de pagar apenas um mês de folha salarial. Além disso,  também implicou no comprometimento do pagamento de 32 editoras e distribuidoras de materiais de papelaria.

A ameaça do fechamento de uma livraria se insere num contexto dramático onde 63% dos potiguares não possuem uma cultura de leitura, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), publicados em 2015. Vemos ao longo dos anos um número cada vez mais reduzido de livrarias espalhadas pela cidade. O fechamento de uma livraria significa um lugar a menos para esbarrar em livros, portanto, menos ar para respirar, como indica Barthes. 

Diante deste cenário ameaçador, uma campanha de financiamento foi lançada para tentar evitar o seu fechamento. A partir da aquisição de vouchers de
R$ 100 ou R$ 200 reais, os clientes antecipam as compras de produtos que poderão ser adquiridos no retorno das atividades. Também é possível realizar doações através do CNPJ da livraria (08.391.591/0001-87), nas seguintes contas:

Banco do Brasil
Banco: 001
Agência: 2870-3 
Conta Corrente: 4055x

Banco SICOOB:
Banco: 756 
Agência: 5177 
Conta Corrente: 53-1.


      
     
 

Edição: Hilder Andrade