Rio Grande do Norte

Política

Vidas negras não são mercadorias nem estatística

Mais um jovem negro com a vida ceifada, mais uma vez a mesma pergunta. Quem matou, quem mandar?

Brasil de Fato | Natal (RN) |
Manifestantes ecoam "Vidas negras importam" - Reprodução

Mais um jovem negro com a vida ceifada, mais uma vítima do sistema, mais uma vez a mesma pergunta. Quem matou, quem mandou matar? Quantos mais serão exterminados? A vida da juventude negra está mais uma vez em risco, por isso perguntamos, QUEM MATOU, QUEM MANDOU E POR QUE MATOU GABRIEL?

Vidas negras continuam sendo moeda de troca para o avanço cruel do capitalismo. O genocídio da juventude negra ocorre principalmente nas periferias das grandes cidades brasileiras. E é, sem dúvida, um reflexo do pensamento arcaico de uma elite que não respeita, cor, crença nem religião. 

A morte do Jovem Gabriel, 19 anos, que desapareceu no último dia 6 de junho, após sair da casa da namorada diz muito sobre a realidade periférica. O adolescente foi visto pela última vez sendo levado por policiais que se negaram, inclusive, a iniciar as buscas, após o desespero da mãe. Essa é a cruel realidade da juventude aos olhos da polícia. 

O caso Gabriel não é isolado nem uma cruel coincidência, é a realidade diária de muitos jovens. O racismo está presente em todos os cenários, em todas as instituições públicas e privadas. Negá-lo significa patrocinar de forma ideológica os ataques à população negra que não tem ao menos condições de sobrevivência perante uma sociedade violenta. 

O grito de justiça tem que ser ouvido não apenas nas vielas das periferias, mas por todos aqueles que se dizem antirracistas e defendem um projeto político de país onde a sociedade seja mais justa e solidária. 


 

Edição: Isadora Morena